Não há de se duvidar da capacidade brasileira para administrar um território, mesmo que ele seja extenso como a Amazônia. Claro que o valor simbólico desse estado é muito maior que o seu território, sendo ele cobiçado por grandes potências. Não negaremos a possibilidade do Brasil manter o domínio e preservar os recursos destas terras, pois acreditamos nela.
Mas, existe uma questão maior que a crença na capacidade de administrar este projeto, e é a questão da competência. Podemos iniciar esse projeto, criar leis, metas, e investir nas terras amazônicas; mas isso de fato se cumprirá? Até onde vai a competência do Brasil e até onde vai o poder de dizer "Não", para aqueles que almejam o domínio destas terras?
O Brasil é de fato, um país bem estruturado, e além disso, é "dono da Amazônia" por direito, porém nossa indagação é muito maior que essa. Esse conflito por posse e preservação dos recursos naturais da Amazônia, é um possível futuro marco na história, e temos que analisar todas as possibilidades. É de extrema relevância a conscientização da administração brasileira e dos indivíduos, que exploram os recursos da área amazônica, e da importância dela não só para o Brasil, mas também para o mundo.
Porém, não podemos aceitar que qualquer outra nação tente se apossar dos nossos recursos naturais, e goze excessivamente deles. Temos sim uma grande capacidade para manter a área amazônica e preservá-la, só precisamos de uma administração brasileira competente, proativa, que conceba leis rígidas, ou ao menos, simplesmente cumpra e modifique as que já existem.
É também muito interessante, que a própria população brasileira se mobilize, crie voz, para mostrar ao mundo quem somos e o quanto nos importamos com a preservação de recursos, não só nossos, mas também mundiais. É no mínimo instigante, países que sofrem de escassez dos recursos naturais, ou temam ela, quererem gerir os que estão em nossas terras e que, legalmente, são de nossa posse, pois o fracasso deles não reflete no nosso desempenho. Precisamos lutar pelo que é nosso, porém, mais que isso, precisamos cuidar do que é nosso.
JC Ludwinsky e Óliver Maxwell Nardi

ótimo texto!
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